Em menos de dez anos, o Brasil passou de importador quase exclusivo de gin para um produtor relevante, com dezenas de destilarias independentes espalhadas de Minas Gerais ao Sul do país. O crescimento acompanhou o boom global da categoria, mas ganhou contornos próprios pela riqueza de botânicos nativos disponíveis.

O que diferencia os gins brasileiros

A biodiversidade é a resposta mais direta. Ingredientes como jabuticaba, cumaru, baru, cerrado e erva-mate aparecem em receitas que simplesmente não têm equivalente em nenhum outro lugar do mundo. Esses botânicos não apenas constroem perfis aromáticos únicos — eles contam uma história de origem que ressoa com o mercado global cada vez mais interessado em terroir de destilados.

Estilo predominante

A maioria dos gins brasileiros se encaixa na categoria contemporânea (New Western): o zimbro está presente e cumpre o requisito legal, mas divide espaço de igual com outros botânicos, criando bebidas mais frutadas, florais ou adocicadas do que um London Dry tradicional. Isso os torna mais acessíveis para quem está chegando na categoria pela primeira vez.

Como escolher um gin nacional

Leia a lista de botânicos no rótulo — a maioria dos produtores artesanais orgulhosamente lista cada ingrediente. Prefira comprar diretamente de distribuidoras especializadas ou lojas de importados para garantir que o produto foi armazenado adequadamente (gin não aprecia calor intenso ou luz solar direta).